quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Capelense....um teste ás minhas capacidades

No Mira Mar o seu 1º clube

Julinho é um dos nomes representativos de uma geração de novos atletas que começam a impor-se no futebol. Tida como uma geração difícil, o atleta tenta provar que aquilo que se diz nem sempre corresponde à realidade e como prova disso mesmo foi a sua chamada à Série Açores na presente época desportiva para representar o Capelense:



D.P. - Como tem sido a sua aventura no Capelense?
J.M. - A aventura que estou a ter no Capelense tem sido uma experiência enriquecedora e ao mesmo tempo muito agradável. Para além disso tem sido um grande teste ás minhas capacidades desportivas e humanas, uma vez que me encontro a um nivel superior e, simultaneamente, mais exigente de trabalho. No que diz respeito ás exigencias necessárias a nivel pessoal prendem-se com o facto de me deslocar vários quilometros todos os dias da semana para cumprimento da responsabilidade a que me propôs. Apesar disto, encontro-me no seio de uma direçao, equipa tecnica, e de um conjunto de atletas que me têm dado todo o apoio e muitas alegrias, dando-me vontade para continuar a trabalhar como tenho feito até ao momento.

D.P. - Que grandes diferenças encontraste entre o futebol de ilha e a série Açores?
J.M. -As diferenças que existem entre o futebol de ilha e a 3º divisão são inumeras. No futebol de ilha ha menos rigor tatico, muitos jogadores não levem o futebol a sério, existem muitas equipas que nao têm objetivos cuja única finalidade é "jogar ha bola" e não o de praticar futebol. Ao contrário nas equipas da 3º divisão há uma exigençia para cumprir os objetivos traçados pelos clubes, ou seja há uma obrigaçao em trabalhar para praticar bom futebol e para os objectivos serem alcançados. Para comprovar estas diferença, verifica-se que, para além das exigençias nos treinos serem maiores, nenhum atleta falta um treino, em contraste com o futebol de ilha onde é raro ter a totalidade da equipa a treinar em conjunto. Para além disso, a qualidade dos jogadores no global é superior a nivél técnico e tatico.
Em acção em jogo no Vale Formoso

D.P. - O que lhe reserva o futuro?
J.M.- Bem, o futuro é sempre incerto. No entanto gostaria de continuar o trabalho que venho a desenvolver, para evoluir na minha aprendizagem desportiva. Enquanto representante de algum clube irei dar sempre o meu melhor para cumprir os objectivos propostos e dignificar ao maximo a instituição que represento.

D.P. - Já representaste os dois clubes do concelho. Que diferenças encontraste, se é que existem?
J.M. - Existem sempre algumas diferenças entre clubes mesmo que pertençam ao mesmo concelho: Ao nivel directivo, condições dos próprios clubes, ao nivel estrutural e nos objetivos traçados aos atletas pelas direções.
No Mira Mar, clube onde dei os primeiros pontapés na bola e onde cresci, deparei-me com algumas situações menos agradáveis, como, por exemplo, o facto de muitos atletas (eu e outros) da terra serem desvalorizados e e daí resultar a desmotivaçao dos mesmos, mas será sempre o clube da minha terra um grande clube devido ao seu passado histórico.
O Vale Formoso apesar de ter encerrado durante vários anos, ao reiniciar a actividade de futebol com uma direção jovem, formalizou-me um convite para fazer parte de um projeto, ao qual aderi de imediato e de bom agrado. Foi um clube onde fui valorizado, acarinhado e que me deu a projeção para o clube que represento actualmente.

No Capelense seu actual clube
D.P. - Mais alguma coisa que queiras acrescentar...
J.M. - Quero agradecer ao desporto povoacense, principalmente ao Betinho, por me facultar esta entrevista e que continue a dar o seu melhor em prol do desporto da Povoação.
Tambem, gostaria de agradecer a todos os meus colegas do Capelense, direção, equipa técnica, pelo apoio que me têm dado e pela possibilidade de aprendizagem nesta minha etapa.
E um muito obrigada aos clubes (Mira Mar e Vale Formoso) por onde passei e aos colegas que contribuiram para o meu percurso desportivo e a nivel pessoal.
UM BEM HAJA A TODOS

1 comentário:

  1. Parabens amigo e antigo colega de equipa. Sempre te apoiei e sempre soube que se conseguisses controlar a "cabeça" que chegavas um pouco mais acima.

    Forte abraço e matem-te humilde e trabalhador.

    Ventura

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